Dolar e Moedas EmpilhadasA inflação nada mais é do que a elevação dos preços dos produtos de uma região durante determinado período de tempo. Na verdade, é o aumento persistente e generalizado no preço dos produtos. Quando a inflação chega a zero, dizemos que houve uma estabilidade nos preços.

Claro que esse aumento contínuo e persistente dos preços acaba envolvendo toda a economia daquela nação, resultando na perda de força da moeda e a queda do poder aquisitivo das pessoas.

A hiperinflação é a forma mais extrema da inflação. Nesse caso, a gravidade é tão grande que as pessoas não conseguem ficar com o dinheiro para si próprias, devido à rapidez da perda do valor da moeda e a queda do poder de compra.

A pior inflação aconteceu nos anos de 1922 e 1923, na Alemanha. A hiperinflação chegou a um trilhão por cento. Fato que avassalou ainda mais o país, que tentava se reerguer sob um cenário de pós-guerra.

Quatro teorias disputam a verdadeira origem da inflação:

Teoria Keynesiana: Essa teoria econômica provém das experiências de consumir mais serviços e bens do que o sistema consegue gerar. Se os gastos totais do governo superam o consumo e a produção, diz-se que ali se encontra uma lacuna inflacionária. Ela só é preenchida se o mercado aumentar os preços até um ponto em que a desconformidade monetária entre consumo e renda seja bastante para ordenar os gastos públicos. Após a segunda guerra mundial, essa teoria foi confirmada quando o processo inflacionário ganhou espaço e se instaurou em diversos países, sem necessitar dessas tais lacunas inflacionárias.

Teoria Quantitativa: David Hume criou a teoria quantitativa, baseada na quantia de capital que circula na economia. Para clarear ainda mais os pensamentos, podemos dizer que ela se baseia na crença de que o nível dos preços é definido pela porção de moeda circulante e também pela dinâmica cinética (ou de velocidade) de circulação da mesma.

Inflação de Custos: Não há forma melhor para explicar essa teoria do que ilustrando por meio de um exemplo. Vamos lá : Imagine uma classe de assalariados. Essas pessoas estão insatisfeitas com o salário que recebem e reivindicam por aumento salarial. Os capitalistas, por sua vez, atendem ao pedido da classe trabalhadora (com certeza após muita negociação). A princípio, os capitalistas sentem a diferença da diminuição de lucros devido o aumento de salário dessas pessoas. Para contornar a situação e voltar a obter lucros, os capitalistas aumentam os preços para agregar neles os aumentos do custo de produção. O resultado se resume a um espiral de preço-salário, já que o poder de compra daquela classe assalariada será reduzido e, consequentemente, eles reclamarão novamente e exigirão uma nova reforma em seus salários.

Teoria Estrutural: Essa teoria se vale da falta de ajuste da economia em tempos de grande inflação. É como se, em épocas de produtividade abaixo da média, não fossem reduzidos custos como salários ou pela falta de equilíbrio da balança comercial daquela nação.

Custos: É associada à inflação de oferta. O nível da demanda permanece e os custos aumentam. Com o aumento dos custos, ocorre uma retração da produção, fazendo com que os preços de mercado também sofram aumento. As causas mais comuns da inflação de custos são:

Aumentos Salarial - Transformam o custo unitário de um bem ou serviço aumentando-o, o acréscimo do custo de matéria-prima provoca uma ampliação nos custos da produção, fazendo com que o custo final do bem ou serviço também cresça e, por fim, há a estrutura do mercado de que algumas empresas aumentam seus lucros acima da elevação dos custos de produção.

Índices de Inflação

A inflação tem diversos índices. Entre eles, temos o IGP (Índice Geral de Preços), IPA (Índice de Preço no Atacado), INPC ( Índice Nacional de Preços ao Consumidor), IPCA ( Índice de Preços no Atacado).